Dilma vai segunda-feira apresentar pessoalmente a defesa no Senado — Foto: Arquivo/Douranews
O Senado iniciou na manhã desta quinta-feira (25) o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), último passo do processo que pode, e deve, afastar a petista definitivamente do cargo e levá-la a ficar inelegível por oito anos. Para que o desfecho mais provável seja confirmado e Dilma não volte a despachar no terceiro andar do Palácio do Planalto, dois terços dos senadores, ou seja, 54 indicações, devem votar pela condenação dela por crimes de responsabilidade. A sentença que provavelmente dará caráter definitivo à presidência do interino Michel Temer (PMDB) até 2018 deve ser conhecida até a próxima terça-feira (30), segundo publica o portal da revista Veja na internet.
Assim como na fase anterior, que há duas semanas colocou a presidente afastada no banco dos réus por 59 votos a 21, as sessões serão comandadas no Senado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), se sentará ao lado do ministro na mesa diretora.
A fase derradeira do processo de impeachment começa com a oitiva das seis testemunhas de defesa e das duas de acusação arroladas pelas partes. Lewandowski, os senadores e advogados de defesa e acusação questionarão, nesta ordem, as testemunhas, em oitivas que podem se estender durante o final de semana. Na segunda-feira (29), depois de finalizada a fase de inquirição das testemunhas, Dilma Rousseff terá 30 minutos para fazer a própria defesa diante dos senadores. Após o discurso da petista, cada um dos parlamentares poderá questioná-la durante cinco minutos, mesmo tempo destinado aos advogados de defesa e acusação. Dilma pode escolher responder ou não às perguntas dos senadores.