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Política

Geraldo Resende faz parte da cota de contemplados com R$ 30 milhões da JBS

03 de agosto 2017 - 00h04 Por Redação Douranews
Geraldo Resende faz parte da cota de contemplados com R$ 30 milhões da JBS Geraldo Resende vota pelo arquivamento do processo contra Temer — TV Camara

Uma nova leva de documentos da JBS entregues à Justiça, e obtidos pela revista Época com exclusividade, joga luz num episódio que será capital na delação do ex-deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro: a compra indiscriminada de deputados, sobretudo do chamado centrão, para garantir a vitória do peemedebista na eleição a presidente da Câmara, em 2015. O deputado douradense Geraldo Resende, na época presidente do PMDB local, aparece entre os contemplados na lista. A reportagem completa pode ser lida AQUI

nucleo pmdb da camara eduardo cunha

Beneficiado no esquema de Cunha com a JBS, Geraldo Resende enfim apareceu na lista

Cunha, conforme já revelou reportagem anterior da revista, atuou como tesoureiro informal do PMDB em 2014. Cobrava de empresas – como a JBS – e se certificava de que os deputados fiéis fossem devidamente contemplados. Batia contas com o então vice-presidente, Michel Temer, segundo já admitiu seguidas vezes a interlocutores, todas as semanas. Aquele período eleitoral, entretanto, era duplo para Cunha. Ele tentava se reeleger deputado e, ao mesmo tempo, presidente da Câmara. Precisava abastecer a campanha de seus aliados – e, se necessário, sabotar a campanha daqueles que não se vergavam a ele, financiando os adversários de seus adversários.

Como se descobriu na delação da JBS, Joesley embarcou no projeto de poder de Cunha. Topou repassar R$ 30 milhões ao deputado. De acordo com planilhas e relatos obtidos por Época, Cunha centralizou o reparte do dinheiro – e só ele, portanto, poderá revelar a quem entregou os recursos, boa parte em dinheiro vivo. Além de R$ 4 milhões à bancada mineira do PMDB, Cunha determinou o pagamento de R$ 1 milhão, em cash, ao deputado e ex-ministro Marcelo Castro. Gastou outros R$ 10,9 milhões direcionando a verba da JBS para empresas que lavavam seu dinheiro e de seus aliados. Desse total, R$ 7,8 milhões foram depositados em escritórios de advocacia. Outros R$ 11,9 milhões foram recolhidos por Cunha, em dinheiro, por meio do assessor em quem mais confia, Altair Alves Pinto. Sempre no Rio de Janeiro. Houve também doações oficiais ao PMDB.