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Vereador abre crise na Câmara ao questionar legalidade de contratação de empresa

01 de dezembro 2017 - 19h02 Por Redação Douranews
Vereador abre crise na Câmara ao questionar legalidade de contratação de empresa Segundo secretário da Mesa Diretora, vereador Cirilo questiona legalidade de processo licitatório — Divulgação

O vereador Cirilo Ramão (PMDB) disse nesta sexta-feira (1) que foi apanhado “de surpresa” com a iniciativa da presidente da Casa, vereadora Daniela Hall (PSD), com o anúncio de que pretende levar indagações formuladas por ele quanto aos boatos de que um grupo estaria realizando reuniões para encontrar formas de se beneficiar através do contrato de comunicação da Câmara, a partir da contratação de uma agência de publicidade para cobrir ações da Câmara, ao Ministério Público.

Cirilo usou a tribuna durante a sessão de segunda-feira (27), quando tornou público esses boatos, abrindo uma crise com a presidente e criando um clima de mal-estar entre os membros da mesa, os demais vereadores e a busca da verdade. Segundo ele, a participação do MP no sorteio da subcomissão técnica para avaliar os trabalhos apresentados pelas agências participantes foi de extrema importância para garantir transparência e legalidade no certame, porém, o que leva o vereador a questionar o processo vai além do processo burocrático.

“Não disse que a licitação está irregular, pelo contrário, atende toda a legalidade. É preciso de esclarecimentos e investigações a respeito da possibilidade de beneficiar algumas pessoas, mas isto, segundo os rumores, está sendo feito na surdina. Se estiver realmente acontecendo temos o dever de desmascarar os envolvidos”, revela.

O vereador se mostrou espantado com o posicionamento da presidente da Câmara que não acolheu positivamente o requerimento apresentando em plenário, no qual solicitava uma “fiscalização dos contratos da Câmara”. “Minha intenção era auxiliar a presidente em seu pleito, protegê-la em sua boa conduta e garantir a continuidade dos trabalhos realizados na Casa de maneira clara e transparente que sempre foi. Jamais questionei a atuação do MP, ou a lisura que é conduzida essa Casa”, afirma.

Cirilo Ramão disse que a preocupação é pela avaliação cautelosa de todos os contratos vigentes na Casa, como medida de prevenir possíveis irregularidades. “Como parte da Mesa Diretora me sinto no dever de colaborar e contribuir para que essa gestão continue atuando dentro da legalidade. Estou desempenhando o meu papel e não posso ser julgado de maneira pejorativa”, esclarece Cirilo que se diz espantado com o posicionamento da vereadora que, ao invés de aliar-se a ele, mostrou-se contrária a sua opinião e a preocupação com o município.

“Minha intenção foi alertar e não acusar. Disse que ouvi rumores e boatos sobre a licitação. Não estou confirmando se houve alguma irregularidade, estou buscando a verdade dos fatos. No entanto, através de matéria veiculada na imprensa de Dourados, a colega Daniela demonstrou-se ofendida por eu tentar proteger o ofício de fiscalizador, esclarece.

O vereador ainda apontou que, lamenta o desconforto que foi gerado entre os membros da Mesa Diretora e revela que sempre se pautou no compromisso com o povo para conduzir seu mandato e seu papel de gestor, como segundo secretário da Mesa Diretora. “Minha intenção é somar tanto nas ações do Executivo quanto do Legislativo, no entanto, não permitirei que minha conduta seja deturpada. Se for preciso acionar a Comissão de Ética da Câmara, para analisar toda a situação, assim farei”, pontuou Cirilo.

Por fim, Cirilo frisou que fiscalizará todos os processos licitatórios da Casa e não permitirá que nenhuma empresa sem know how, que não tenha serviços de publicidade prestados ou que seja apadrinhada ou indicada assuma os serviços da Casa. “Somente serão aceitas empresas que façam serviços relevantes e que, dentro da lei, sejam escolhidas através da comissão”, finalizou.