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Universitários protestam por justiça na morte de estudante brasileira de medicina

23 de agosto 2018 - 11h14 Por Redação Douranews
Universitários protestam por justiça na morte de estudante brasileira de medicina Erika foi morta em situações ainda a ser esclarecidas e colegas cobram providências — Reprodução/Facebook

Universitários que cursam em faculdades de Medicina na fronteira do Brasil com o Paraguai vão promover, na tarde desta quinta-feira (23), um manifesto contra a violência e por justiça no caso envolvendo a morte da estudante brasileira Erika de Lima Corte, de 29 anos, natural de Pontal do Araguaia (MT), que foi encontrada morta a facadas na madrugada de segunda-feira (20), na casa onde morava para estudar, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

De acordo com o jornal Porã News, a vítima foi golpeada duas vezes no peito e uma no pescoço, e apresentava, pelo menos, outras 16 pequenas perfurações pelo corpo, que indicam tortura. O namorado dela é o principal suspeito, motivo pelo qual as autoridades trabalham com a hipótese de feminicídio.

Cristopher Andres Romero Irala, de 27 anos, que trabalha com instalações de câmeras, antenas e eletricista, foi preso na madrugada desta quarta-feira (22) na cidade de Concepción, no Paraguai, e levado para a divisão de homicídios da Polícia nacional, em Pedro Juan.
Segundo a polícia, ele já é investigado pela morte de outra mulher em 2012, mas na época foi liberado por falta de provas.

Ainda na tarde desta quarta-feira (22), o Ministério Público do Paraguai ofereceu denúncia à justiça do país contra Irala. De acordo com o promotor Marco Antônio Vilhalba, apesar de ainda existir a presunção de inocência, o MP tem provas suficientes para oferecer a denúncia, diante da investigação policial preliminar, a atuação da investigação criminalística, evidências coletadas no local do crime e “indícios contra o sujeito, presunções graves e sérias", como afirmou Vilhalba.

O corpo de Erika foi encontrado por uma amiga, no quarto da casa localizada no cruzamento da rua 15 de Agosto, no bairro Bernardino Caballero. A faca usada no crime e o celular dela foram levados pelo assassino, na tentativa de dificultar as investigações. Erika é filha do ex-prefeito de Pontal do Araguaia, Raniel Corte, conforme se apurou.

O protesto, para o qual estão sendo convocados os cerca de 12 mil universitários de outros países que estudam em instituições na fronteira, terá início na unidade onde Erika estudava e vai até o Palácio da Justiça, na avenida Das Naciones, onde vão ocorrer manifestações com pedido de providências contra esse crime e por mais segurança.