Exonerada do gabinete da vereadora, Patrícia diz que não guarda mágoas da ex-chefe Lia Nogueira — Reprodução/rede social
Encrencado no escândalo midiático que ficou conhecido em Dourados como ‘farra da publicidade’, o prefeito Alan Guedes (PP) agora se vê envolvido em nova complicação: ele é apontado pela ex-chefe de Gabinete da vereadora Lia Nogueira, Patrícia Brandão, exonerada do cargo que ocupava na Câmara na segunda-feira (2) passada, de ter mandado oferecer meio milhão de reais para cooptar a ex-assessora da vereadora para que ela forjasse uma denúncia de assédio moral como forma de tentar impedir a escalada de denúncias da ex-chefe.
“Como se fosse pouco quase um milhão de reais para salvar da insolvência o jornal de seu mais íntimo assessor e guru, o colunista social Alfredo Barbara Neto, escândalo que ficou conhecido como "farra da publicidade" do tempo em que era presidente da Câmara municipal, mais uma grave denúncia contra Alan Guedes, agora como prefeito”, escreveu na manhã desta segunda-feira (9), ao reproduzir alguns prints de conversas de WhatsApp, o jornalista Valfrido Silva, no blog ContrapontoMS.

Trecho de documento registrado em cartório com prints de conversas via WhatsApp
Lia Nogueira teria entregado ao titular do Primeiro DP, delegado Gustavo Mussi, que apura as denúncias antes formalizada por Patrícia de que teria sido ameaçada de morte pela ex-vereadora, cópias de conversas pelo aplicativo do celular da ex-chefe de Gabinete com uma amiga, relatando as formas de cooptação que recebeu. "Era pra mim estar com meio milhão na minha conta agora", ela fala, relatando pressão que estaria sofrendo por pessoas ligadas ao prefeito. “O povo do Alan, jornalista (sic), todos na minha porta, atrás de mim", continua a conversa.
Em um Termo de Declaração, registrado na manhã desta segunda-feira, pela amiga de Patrícia, Renata Chaparro da Rocha, no Cartório do 3º. Ofício de Dourados, a ex-assessora relata que teve que fazer uma viagem ‘corrida’ pra fora da cidade para escapar dessa tentativa de cooptação. A amiga diz ainda que está disposta a prestar os esclarecimentos que o delegado precisar e oferece o aparelho de telefone celular para ser periciado.