Nelsinho participou de entrevista na rádio Top — Reprodução
O senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, disse que o irmão [Fábio] está indo muito bem no campo profissional - “é um advogado extremamente competente nessa área de Direito Penal” – e, por isso, acredita que “ele vai ponderar e avaliar tudo isso, não vai cair em cantiga da carochinha de ninguém”, no caso da proposta de filiação do PT para disputar as eleições como candidato a governador em 2026.
“Eu sei que estão indo lá, falando na cabeça dele, isso o envaidece, mas não vou ser eu que vou furar essa bolha do Fábio”, avisou, com relação ao assédio que vem sendo conduzido pelos presidentes no Estado e na Capital, do PT, deputados federal Vander Loubet e estadual Pedro Kemp.
Como irmão mais velho, o senador informou que é o primeiro na ordem cronológica dos Trads que ainda estão vivos e atuando na política. “Eu sou o mais velho dos Trads hoje na família que atua na política e, por isso, tenho o dever de orientar, o que é o mínimo que eu posso fazer e isso eu já fiz. Mostrei para ele o que isso significa, quais são as repercussões disso no futuro e ele está ponderando exatamente nessa questão”, assegurou.
O parlamentar ainda destacou a questão do outro irmão, o ex-prefeito de Campo Grande e agora vereador Marquinhos Trad (PDT). “Fiquei três dias chateado sem sair de casa porque ele renunciou à Prefeitura Municipal para concorrer ao cargo de governador. Cansei de falar para ele, mas o Marcos é muito ousado, mas, ali, a circunstância não favorecia”, ressaltou.
Ele também revelou que, se tivesse a experiência que tem hoje, não teria saído candidato a governador em 2014. “Porque a circunstância também não era boa do mesmo jeito de 2022 para o Marquinhos. A gente tinha de inventar um candidato diferente em 2012 na minha sucessão porque na política tem a fadiga de material, o cansaço. O MDB já estava administrando a Capital desde o Juvêncio, que ficou oito anos. Depois veio o André, mais oito, e depois eu, mais oito anos, ou seja, 24 anos de MDB”, calculou, da mesma forma que disse que avalia, atualmente, com muita frieza, a candidatura nata a reeleição para o Senado.
“Eu tenho a prerrogativa da reeleição, vou aguardar todos os desdobramentos no campo político nacional, no campo político estadual e, a partir daí, me posicionar de forma certa pra gente poder ter menos dificuldade nessa trajetória”, resumiu, ao final da entrevista concedida na manhã desta terça-feira (22) ao programa ' A Banca' , na rádio TopFM.