Gleice permanece como única deputada de esquerda — Divulgação
A professora Gleice Jane foi reeleita deputada estadual por Mato Grosso do Sul com 29.844 votos. O resultado que a consagra como a nona mais votada dentre os 24 deputados estaduais da próxima legislatura, também é destacado pelo aumento da bancada do PT na Assembleia Legislativa. Além dela, o partido reelegeu Zeca do PT e Pedro Kemp e elegeu para o primeiro mandato o professor Tiago Botelho.
Gleice assumiu o primeiro mandato em abril de 2023, após ocupar a primeira suplência. Com a posse, tornou-se a primeira mulher do PT a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Segundo ela, a recondução representa a possibilidade de iniciar uma nova legislatura com maior conhecimento sobre o funcionamento da Casa e sobre as demandas encontradas nos diferentes municípios do Estado.
“Ser reconduzida para mais quatro anos de mandato aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. O primeiro mandato foi também um período de muito aprendizado, de conhecer o Parlamento e as diferentes realidades de Mato Grosso do Sul. Agora temos mais experiência, um diagnóstico mais claro das demandas do Estado e condições de aprofundar as lutas que já iniciamos”, afirmou.
Entre as prioridades citadas pela parlamentar estão educação, saúde pública, valorização dos servidores, defesa dos trabalhadores e enfrentamento à violência contra as mulheres e proteção ambiental, com atenção especial aos rios e às comunidades que dependem deles. “Queremos uma política que responda aos problemas concretos da população e que consiga avançar nas pautas que defendemos”, disse.
A próxima legislatura também terá redução da presença feminina. Das 24 cadeiras, apenas duas serão ocupadas por mulheres. Gleice seguirá como a única mulher de esquerda na ALEMS, posição que ocupa de forma inédita na história da Casa. A outra eleita também é de Dourados, a vice-prefeita Gianni Nogueira. Enquanto isso, Lia Nogueira não obteve a reeleição e Mara Caseiro foi eleita deputada federal.
Para a deputada, permanecer como a única mulher de esquerda no Legislativo estadual amplia a responsabilidade de seu mandato, sobretudo na defesa das pautas feministas e dos direitos das mulheres. “Vamos continuar fazendo esse trabalho com muita força, garantindo que essas vozes estejam presentes e que o debate político tenha conexão com a vida das mulheres e de todo o povo de Mato Grosso do Sul”, afirmou.