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Morre em MS o ex-governador Marcelo Miranda

Ele tinha 87 anos e enfrentava problemas renais crônicos

23 junho 2026 - 12h06Por Redação Douranews

O ex-governador Marcelo Miranda Soares, que tratava de problemas renais crônicos há muitos anos, e depois contraiu uma pneumonia severa, morreu nesta terça-feira (23) em consequência do agravamento da enfermidade, em, Campo Grande. Ele tinha 87 anos de idade e era avô do deputado estadual João Henrique Catan, agora se apresentando também como pré-candidato a governador em Mato Grosso do Sul.

Marcelo Miranda foi prefeito de Campo Grande, em 1976, e nomeado governador de Mato Grosso do Sul em 1979, ficando no cargo até 1980. Foi eleito senador em 1982 e em 1986 eleito governador do Estado, ficando no cargo até 1991.

O ex-governador, que teve como vice no mandato o médico douradense George Takimoto, também foi superintendente do Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes  no Mato Grosso do Sul, entre entre os anos de 2003 e 2012.

Legado e dissabores

Escola Maria da Glória foi construída por Marcelo Miranda em Dourados

No governo, Marcelo Miranda conduziu a construção de mais de mil salas de aulas. Fomentou ainda a criação do projeto da Uila, a Universidade Latino Americana, com sede em Dourados, com objetivo de integrar Brasil, Paraguai e Bolívia no que tange ao ensino superior, o que acabou se transformando, na visão do sucessor dele, o ex-governador Pedro Pedrossian, na Uems.

Apesar dessa visão para a Educação, as relações de Miranda com os professores da rede pública foram as mais complexas. O governo experimentou, ao longo de 4 anos, cinco greves do magistério, lideradas pela Feprosul, a Federação de Professores de Mato Grosso do Sul, que depois se transfomrou na Fetems,, devido principalmente à luta pelos reajustes salariais e atrasos nos pagamentos de salários.

A longa crise inflacionária, herança da ditadura militar, corroía os vencimentos de boa parte dos servidores públicos e da classe trabalhadora em geral. Eram os tempos de planos econômicos do governo Sarney, fracassados no combate à inflação. Houve um tempo, estimado em torno de 3 meses, que Marcelo Miranda teve que comandar o Estado da casa dela, 'ilhada' por manifestantes do movimento sindical, que não permitiam o deslocamento do governador ao trabalho.