O médico veterinário Eduardo Arteiro Marcondes, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde do Município, confirmou que a Prefeitura de Dourados apreendeu ontem (31), na Vila Cachoeirinha, mais de 200 quilos de produtos sem origem, como linguiça e queijo. “A legislação determina que em casos como esse o material seja apreendido e incinerado imediatamente para evitar que o alimento clandestino seja consumido”, explicou ele.
A Prefeitura decidiu realizar o que chama de ações compartilhadas através da Vigilância em Saúde em vários bairros de Dourados. As atividades ajudam na prevenção das mais diversas doenças, que inclusive podem levar à morte. O trabalho envolve até mesmo a apreensão de alimentos de origem desconhecida, como ocorreu na Vila Índio e na Vila Cachoeirinha.
O prefeito Murilo Zauith já afirmou em outras ocasiões que a intenção da administração municipal não é punir ninguém, principalmente os comerciantes, mas de conscientizar sobre a necessidade de vender alimentos devidamente registrados e com garantia de qualidade. “A saúde da população corre o risco de ser severamente afetada com irregularidades dessa natureza”, afirma.
A intenção da prefeitura é fazer com que a pessoa que sobrevive desse tipo de produção procure os órgãos competentes para regularizar sua atividade. Já ao comerciante a orientação é para que não coloque produtos sem registro nas prateleiras. Eduardo Marcondes alerta que, no caso de algum problema de saúde causado pelo alimento sem origem, o comerciante pode ser responsabilizado.
Foram feitas 448 visitas domiciliares dentro do programa de combate à dengue e trabalho de orientação com palestras e distribuição de material educativo. Em 85 imóveis do bairro foi aplicada a chamada Lei da Dengue, sendo que 15 proprietários foram notificados por infringir a legislação e receberam um prazo para fazer as adequações necessárias.