O programa “Saúde Não Tem Preço” continua a beneficiar cada vez mais brasileiros. No Mato Grosso do Sul, a iniciativa do Ministério da Saúde, que oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, ampliou em 912% o acesso ao tratamento dessas doenças, nas 213 drogarias credenciadas ao programa no Estado. O número de pacientes atendidos saltou de 2.908, em janeiro, para 29.442, em setembro.
Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 239% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro, para 2,9 milhões em setembro. Em todo o período, 5,9 milhões de pessoas foram beneficiadas. Destes, 59.387 no Mato Grosso do Sul.
Antes da criação do Saúde Não Tem Preço, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas farmácias e drogarias credenciadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular. Atualmente, os medicamentos são retirados gratuitamente; para isso, é exigido apenas a apresentação de receita médica válida, cartão de CPF e um documento com foto.
No Mato Grosso do Sul, a quantidade mensal de diabéticos beneficiados pelo programa cresceu 770%. Passou de 851, em janeiro, para 7.401, em setembro. No caso da hipertensão, o número aumentou 991%%, no mesmo período, de 2.410 para 26.287 beneficiados. “Essas doenças, por terem prevalência alta e estarem intimamente ligadas aos novos hábitos dos brasileiros, merecem atenção redobrada. A ampliação contínua do acesso aos medicamentos, comprovada pelos números do programa, representa uma melhora significativa na vida dos brasileiros”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A hipertensão arterial acomete 23,3% da população adulta brasileira maior de 18 anos, segundo dados do estudo Vigitel (Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), de 2010. Em Campo Grande, o percentual de hipertensos é de 23,5% da população adulta, abrangendo 21,1% dos homens e 24,7% das mulheres. De acordo com a mesma pesquisa, o diabetes atinge 6,3% da população adulta brasileira. Especificamente em Campo Grande, 5,1% da população apresenta a doença, 4% dos homens e 6,1% das mulheres.
Eventuais dúvidas podem ser comunicadas ao Ministério da Saúde, pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa, por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail [email protected].