Os médicos que atendem no HV (Hospital da Vida) através do convênio firmado entre a Prefeitura de Dourados e o HE (Hospital Evangélico) iniciaram hoje (5) mais uma etapa do alerta que foi decidido em assembleia da categoria profissional no mês passado.
Agora, além de dobrar o alerta [no dia 22 de maio os profissionais paralisaram atividades de atendimento aos casos eletivos por um dia], parte dos médicos já cogita suspender definitivamente a prestação de serviços.
“Se o gestor [a Prefeitura] não nos ouve, porque temos que continuar o atendendo?”, indaga o médico Luiz Carlos Arruda Leme, chefe do corpo clínico do Evangélico.
A secretária municipal de Saúde, Sílvia Bosso, reafirmou ontem (4) ao Douranews que a Prefeitura não tem nenhuma posição a ser tomada. “Eles ainda não nos informaram oficialmente e nem nos comunicaram, também, sobre essas decisões de mudar o sistema de atendimento”, disse a secretária. Para ela, o HE tem se mostrado omisso em relação a uma parte do convênio.
No mês passado, a Prefeitura mandou colocar placas na frente do Hospital da Vida informando que o local é administrado pelo Evangélico. Nesta terça-feira, a entrada do prédio amanheceu com faixas anunciando o protesto.