O Ministério da Agricultura divulgou nota nesta sexta-feira (7) dizendo que o Brasil não tem registro da encefalopatia espongiforme bovina (a EEB), conhecida como "mal da vaca louca", após ter realizado testes em um animal morto no Paraná no ano de 2010. A fêmea morta "possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa", disse o comunicado.
O Ministério indicou que o caso não deverá resultar em problemas para as exportações do Brasil, que nos últimos anos tem aparecido como líder global nos embarques de carne bovina. Segundo o governo, o status sanitário brasileiro não foi alterado. "A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal, sigla em inglês), em comunicação oficial, mantém a classificação do Brasil como País de risco insignificante para EEB", disse.
Segundo ainda a nota do Ministério, "o episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando que o animal não morreu em função da referida doença", completou. Entretanto, por conta das notícias veiculadas na mídia, as ações de alguns frigoríficos operavam em queda na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) nesta sexta-feira.
Por volta das 11h25 (horário de Brasília), o papel do JBS recuava 1,79%, enquanto o Ibovespa avançava 0,44%. A ação do JBS, maior produtor global de carne bovina, reduzia perdas após cair cerca de 3% na abertura. O Minerva, cujas receitas estão fortemente baseadas nas exportações de carne bovina, perdia 2,37%. O papel não faz parte do índice da bolsa. O Marfrig, empresa de alimentos que passou a atuar também fortemente em aves e suínos após a aquisição da Seara, entre outros, operava em alta de quase 1%. Com informações do Terra