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Ministro diz que vai pedir ressarcimento de dinheiro desviado de hospitais

07 de maio 2013 - 18h08 Por Redação Douranews
Ministro diz que vai pedir ressarcimento de dinheiro desviado de hospitais

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aguarda conclusão da investigação da PF (Polícia Federal) e da força-tarefa criada hoje (7) para pedir ressarcimento do dinheiro público desviado por conta de transações envolvendo diretores do Hospital do Câncer e do HU (Hospital Universitário), em Campo Grande.

“Vamos apurar o volume e pedir ressarcimento”, afirmou nesta terça-feira, durante visita à capital do Estado para checar as denúncias mostradas pelo Fantástico, da TV Globo, contra os  hospitais, como parte da operação Sangue Frio da Polícia Federal.

O ministro visitou o setor de radioterapia do Hospital do Câncer onde concedeu rápida entrevista coletiva antes de retornar a Brasília. Questionado sobre por que o Ministério não tomou medidas antes, pois o setor de radioterapia do HU fechou há cinco anos, o ministro preferiu responder sobre as medidas futuras. “Em primeiro lugar, foi reaberta. E vamos ver o que precisa ser feito para expandir”, disse.

De acordo com Padilha, o HU e o HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian vão receber aceleradores lineares, que são utilizados na radioterapia. O plano de expansão também inclui Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Para o ministro, os equipamentos podem ser destinados tanto a hospitais públicos quanto às entidades filantrópicas.

A origem

O HU entrou na mira do MPF (Ministério Público Federal) depois de recursar equipamentos do governo federal para o setor de radioterapia. O plano previa investimento de R$ 505 milhões em 80 hospitais, cinco deles em Mato Grosso do Sul.

A investigação que culminou na operação Sangue Frio começou em março do ano passado para entender por que os serviços de radioterapia oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) eram fornecidos apenas pelo setor privado.
Auditoria realizada pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 2012 verificou prejuízo de R$ 973 mil aos cofres públicos.

A análise trouxe à tona uma série de irregularidade: direcionamento de licitação, montagem de processos licitatórios, subcontratação de serviços para empresas ligadas a dirigentes do hospital, superfaturamento e emissão de empenho anterior à adesão em ata de registro de preços.

Os policiais federais também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do médico Adalberto Abrão Siufi, então diretor-geral do Hospital do Câncer e ex-diretor do setor de oncologia do HU. Ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma. Mas foi liberado após pagar fiança de R$ 30 mil.

Siufi deixou o comando do hospital após as denúncias. O MPE (Ministério Público Estadual) denunciou que o então diretor contratou a própria empresa, a Neorad, para prestar serviço ao hospital, prática que é proibida. Com informações do Campograndenews