Ao som de uma música animada, a roda de amigos se fecha. Do bolso de um deles sai um papelote com cristais minúsculos. A substância, cara e difícil de ser encontrada, é dividida entre os jovens de classe média. Eles inalam ou colocam as porções debaixo da língua. Por alguns minutos, vivem alucinações e dizem atingir o auge da felicidade. Conhecido como MDMA, o entorpecente invadiu a noite brasiliense.
Para potencializar os efeitos, usuários ouvidos pelo jornal Correio Braziliense relataram que usam ainda outros alucinógenos líquidos misturados a bebidas. A sensação de felicidade e o êxtase momentâneo preocupam especialistas, que alertam para o perigo do uso das drogas sintéticas. Segundo eles, os prejuízos vão de pequenas sequelas a complicações no sistema nervoso central, além da dependência.
Outra substância vendida em festas, que chegou à capital do País recentemente, é o LSA. Considerada um genérico do LSD, pode ser encontrada na forma de microsselos. Um dos usuários disse que omprou um grama do MDMA por R$ 150 para usar com os colegas em uma festa de música eletrônica. Seis jovens dividiram a droga chamada por eles de MD. “Me sinto eufórico, animado, realmente feliz. Dura alguns minutos e, dependendo, uso umas três ou quatro vezes na noite”, relata um dos jovens ouvidos pelo jornal.