Suspeitos de participar de um esquema de fraudes na emissão de diplomas falsos de medicina [que seriam revalidados para o exercício ilegal da profissão] estão sendo responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica, após o esquema desarticulado pela PF (Polícia Federal) durante a Operação Esculápio, deflagrada há um ano no Mato Grosso.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que 41 pessoas inscritas no programa de revalidação nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.
O objetivo era fraudar o Revalida (o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos) expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "O que está muito claro neste momento é que era uma situação que visava a fraudar o Revalida e, caso não se conseguisse, seria seguida uma linha, por meio de ordem judicial, para entrar no Mais Médicos", disse o ministro.
Segundo ele, algumas pessoas chegaram a entrar na Justiça para conseguir entrar no Mais Médicos, mas a AGU (Advocacia-Geral da União) conseguiu derrubar todas as ações. "Não tenho notícia de nenhuma ordem judicial que tenha feito alguém entrar no Mais Médicos", acrescentou.