Um Sistema Único de Saúde inclusivo e resolutivo e que ultrapasse a simples prestação de serviços à população, mas que pense a formação de pessoas e o desenvolvimento de pesquisa e inovação. A frase, da diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Jeanne Liliane Marlene Michel, sintetiza a formulação do PDE (Plano Diretor Estratégico) do HU (Hospital Universitário) da UFGD, apresentado na manhã desta sexta-feira (10), no auditório do hospital, em Dourados.
Além de buscar solução para uma série de problemas da Instituição, o Plano tenta potencializar o SUS, com intuito de atender as demandas da população, dando conforto e respostas às pessoas.
Na elaboração do documento, a equipe relacionou os macroproblemas do hospital, como a estrutura física, tecnológica e de pessoas e o modelo clínico assistencial e de gestão. Outros problemas também foram identificados pela equipe, como o subfinanciamento e a relação com os gestores da rede. O Plano ainda traz uma árvore de problemas e apresenta um Plano de Ação com as atividades a serem desenvolvidas e quais os atores envolvidos nesse processo, com valores de custos, prazo necessário para cada ação e resultado esperado.
O superintendente do HU/UFGD, Wedson Desidério Fernandes, conta que o trabalho levou um ano para ser finalizado e ainda possibilitou a criação de uma rede de ensino, aprendizagem e de amizade comum para solucionar problemas. “Desejamos não deixar ninguém de fora desse atendimento, pois sabemos que muitos não têm acesso ao HU. Nosso sonho é um dia chegar a atender toda população, com qualidade”.
O reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, disse que com o PDE, o HU cria um padrão de qualidade a ser alcançado e a consciência do dever a ser cumprido. “Esse momento é histórico e importante, pois estamos chegando a uma estrutura que nos permite o bom planejamento para firmar compromissos com servidores, alunos e usuários, até chegarmos a um patamar ainda não alcançado”, enfatizou o reitor.
Damião lembrou que o HU trabalhou com uma estrutura de 800 pessoas, quando são necessários 1.300 para suprir a demanda e conta com recursos para custeio da ordem de R$ 2,3 milhões, mas seriam necessários R$ 3,5 milhões. Ele elogiou a Ebserh na construção da rede pública de hospitais federais e disse que esse sistema caminha para ser referência de atendimento no País.