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Profissional explica os riscos das labirintopatias

04 de dezembro 2015 - 10h20 Por Redação Douranews
Profissional explica os riscos das labirintopatias

“Nem sempre ver o mundo rodar é tão legal como estar em brinquedos radicais nos parques de diversão. Algumas pessoas já viram o mundo rodar sem nunca terem experimentado tal diversão e com toda certeza, além de não achar nada legal, nunca mais se esquecerão da experiência”. O alerta é feito pelo profissional em Fisioterapia Vestibular [a Reabilitação Funcional do Labirinto], Diógenes Guadagnucci Junior, para explicar a técnica que permite, por meio de manobras, posicionamentos e exercícios, mostrar a eficácia no tratamento das causas mecânicas das labirintopatias.

“A labirintite propriamente dita, refere-se a uma inflamação do labirinto, algo que é difícil de acontecer, o que na realidade acontece com mais freqüência são as chamadas labirintopatias”, explica o profissional. Diógenes diz que labirintopatias são alterações no labirinto, conjunto composto por cóclea, canais semicirculares e outras estruturas.

As principais causas diagnosticas nesses casos são de doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão, reumatismos, utilização de drogas ototóxicas, como alguns antibióticos e antiinflamatórios que alteram as funções do ouvido, alterações bruscas da pressão barométrica, como no mergulho e nos aviões, infecções por vírus ou bactérias, alterações do metabolismo orgânico, hábitos como o excesso de doces, cafeína, tabagismo, álcool ou drogas, traumas sonoros, stress e problemas psicológicos, traumatismos na cabeça, tumores e muitos outros.

Dentre os muitos casos, as labirintopatias mais comum estão na VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), Hipofunção Vestibular (Uni ou Bilateral) e Doença de Méniêre. “Todas essas alterações apresentam sinais específicos”, tranquiliza o fisioterapeuta, citando a vertigem (que tem características rotatórias), a tontura (uma sensação errônea de movimento do corpo em relação ao ambiente ou deste em relação ao corpo), as náuseas (vontade de vomitar), cefaléias (dores de cabeça) e o tradicional zumbido, que se percebe, em princípio, no ouvido. “É bom lembrar que nem sempre todos esses sinais estarão presentes para que se possa ser diagnosticada uma labrintopatia”, adverte.

Como tratar

Diógenes Júnior observa que, além da forma mais conhecida hoje por meio de medicamentos (que, segundo ele, trata apenas os sintomas, não as causas), existe também a Fisioterapia Vestibular (Reabilitação Funcional do Labirinto), que atua com eficácia sobre as causas mecânicas do problema, porém, o profissional recomenda um diagnóstico preciso antes de qualquer tratamento.

“O tratamento das labirintopatias não são um labirinto sem saída, e melhor ainda, os métodos de tratamento são mais simples do que se pensa”, conclui. A clínica de Diógenes Guadagnucci Júnior funciona na rua Camilo Hermelindo da Silva, 175, ao lado do Terminal de Transbordo, no centro de Dourados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 67 3427-0862.