De acordo com o diretor de Relações com Investidores do Frigorífico Minerva, Eduardo Takeiti, informou que o grupo ficou fora do bloqueio.
"A companhia (Minerva) não opera nos Estados embargados. No fim, a notícia se mostra positiva para nós, já que pode ser uma oportunidade de aumentarmos nossa participação de mercado nas exportações para aquele país. Mesmo se fôssemos atingidos (pelas restrições), temos bastante flexibilidade para atender o mercado de outras unidades", disse Takeiti.
Entre as empresas que sofreram com a proibição estão unidadades da Brasil Foods, JBS, Marfrig, Aurora e Doux Frangosul.
Uma missão do Ministério de Agricultura vai a Moscou na segunda quinzena para discutir com autoridades russas a proibição a entrada de carnes brasileiras originárias dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, segundo informação da embaixada brasileira na capital russa.
O anúncio da interdição foi feito hoje pelo governo russo. Atinge a entrada de carnes de 85 frigoríficos e entrará em vigor no dia 15. Segundo a embaixada, durante a visita do vice-presidente Michel Temer a Moscou, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, já tinha tratado das questões sanitárias relacionadas ao acesso das carnes brasileiras com seu colega russo Serguei Dankvert.
Ocorre que a medida anunciada hoje por Moscou é considerada exagerada e alimenta a especulação de que poderia ser uma reação irritada à ausência de progressos para o Brasil dar o sinal verde a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os russos querem entrar na OMC até o fim do ano, apos mais de dez anos de negociações, mas precisam anter fazer concessões não só ao Brasil, como a outros produtores agrícolas como Argentina, Austrália, Canadá, e também aos EUA e União Europeia.
A embaixada brasileira em Moscou diz não ver, porém, qualquer vinculação entre as tratativas mantidas com as autoridades russas em Moscou sobre as condições sanitárias de acesso do mercado russo e as negociações em Genebra de acessão da Rússia à OMC.