Apesar dos anúncios do governo, de que as cooperativas é que receberiam mais de 90% das licenças de exportação de trigo e milho, gerando protestos de todos os lados, nada disto aconteceu. Ao contrário: foi a filial da multinacional Dreyfus no país, a LDC Argentina que recebeu 92% das licenças de exportação.
Funcionários do governo nacional asseguraram na segunda-feira da semana passada que as entidades cooperativas ACA e AFA “teriam prioridade” para colocar trigo nas cotas de exportação que seriam anunciadas.
Contudo, passados cinco dias úteis, o governo não concedeu nenhuma licença de exportação de trigo ou de milho à Associação das Cooperativas Argentinas ou à Agricultores Federados Argentinos.
O grande ganhador da semana foi a LDC Argentina, que recebeu licenças para exportar 69.465 toneladas da cota semanal de 74.952 toneladas, isto é, 92%. O restante foi repartido entre outros oito (8) exportadores.
Com relação ao milho, o governo emitiu licenças de exportação para 356.242 toneladas, das quais a Dreyfus levou 87.323 toneladas, ocupando o segundo lugar atrás da Bunge, que recebeu 100 mil toneladas.