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Credores aprovam plano de recuperação do Independência

10 de agosto 2011 - 14h13 Por Redação Douranews, com ACM
Credores aprovam plano de recuperação do Independência
Após quase dez horas de deliberação, a assembléia geral de credores do Frigorífico Independência aprovou a proposta de alteração do plano de recuperação judicial da companhia. A proposta foi aprovada por 51,8% dos credores. A nova versão do plano não traz alterações significativas em relação ao documento que já estava disponível no site do Independência. Entre as mudanças, o texto aprovado estabelece o prazo máximo de 30 dias, contados a partir da data da homologação da modificação do plano, para a publicação de um edital do leilão dos ativos do frigorífico. A partir da data de homologação, e num prazo máximo de 90 dias, uma nova assembléia de credores deverá acontecer.

A cláusula que mais preocupava os pecuaristas foi removida. Ela previa que, se não houvesse o leilão judicial de todo o bloco de ativos, a Independência poderia alienar judicialmente, individualmente ou em grupo, cada uma das unidades. A forma como os ativos serão vendidos, em bloco ou separadamente, será decidida na próxima assembléia, quando as propostas dos eventuais compradores forem abertas. No total, serão leiloadas três plantas industriais:

  • Uma em Nova Andradina, MS
  • Uma em Campo Grande, MS
  • Uma em Senador Caindo, Goiás
  • Um curtume (Nova Andradina-MS)
  • Dois armazéns em Santos e Barueri, SP
  • Quatro terrenos espalhados,MS e TO.

Os imóveis estão avaliados em R$ 270 milhões. Há também equipamentos que entrarão no leilão. Segundo o advogado do Independência, Giuliano Colombo, do escritório Pinheiro Neto, o valor dos ativos que será considerado no leilão será o mais conservador.A assembléia de credores foi iniciada às 10h e interrompida por duas vezes para que os advogados dos credores avaliassem as modificações realizadas na nova proposta. Uma das interrupções se estendeu por mais de quatro horas, o que fez alguns representantes de credores abandonarem a assembléia. "Não houve modificações materiais, de cláusula que tratassem de direitos. Houve apenas alterações de nomenclaturas na maior parte", disse Colombo.

Foi mantido o item que determina que os interessados que participarem do leilão terão de fazer um aporte mínimo de R$ 150 milhões em uma nova companhia que deterá os ativos e assumirá as dívidas do Independência. Os pagamentos aos pecuaristas e fornecedores terão de ser feitos de forma integral, como estabelecido no plano original. De um total de 24 parcelas, foram pagas até o momento apenas 6. A assembléia foi decisiva para o futuro da companhia. Caso a proposta fosse rejeitada, o Independência poderia ser liquidado judicialmente.