A cláusula que mais preocupava os pecuaristas foi removida. Ela previa que, se não houvesse o leilão judicial de todo o bloco de ativos, a Independência poderia alienar judicialmente, individualmente ou em grupo, cada uma das unidades. A forma como os ativos serão vendidos, em bloco ou separadamente, será decidida na próxima assembléia, quando as propostas dos eventuais compradores forem abertas. No total, serão leiloadas três plantas industriais:
- Uma em Nova Andradina, MS
- Uma em Campo Grande, MS
- Uma em Senador Caindo, Goiás
- Um curtume (Nova Andradina-MS)
- Dois armazéns em Santos e Barueri, SP
- Quatro terrenos espalhados,MS e TO.
Os imóveis estão avaliados em R$ 270 milhões. Há também equipamentos que entrarão no leilão. Segundo o advogado do Independência, Giuliano Colombo, do escritório Pinheiro Neto, o valor dos ativos que será considerado no leilão será o mais conservador.A assembléia de credores foi iniciada às 10h e interrompida por duas vezes para que os advogados dos credores avaliassem as modificações realizadas na nova proposta. Uma das interrupções se estendeu por mais de quatro horas, o que fez alguns representantes de credores abandonarem a assembléia. "Não houve modificações materiais, de cláusula que tratassem de direitos. Houve apenas alterações de nomenclaturas na maior parte", disse Colombo.
Foi mantido o item que determina que os interessados que participarem do leilão terão de fazer um aporte mínimo de R$ 150 milhões em uma nova companhia que deterá os ativos e assumirá as dívidas do Independência. Os pagamentos aos pecuaristas e fornecedores terão de ser feitos de forma integral, como estabelecido no plano original. De um total de 24 parcelas, foram pagas até o momento apenas 6. A assembléia foi decisiva para o futuro da companhia. Caso a proposta fosse rejeitada, o Independência poderia ser liquidado judicialmente.