A nomeação do advogado Celso Cestari, procurador aposentado do órgão, e ex-superintendente em duas ocasiões, para a superintendência regional do Incra em Mato Grosso do Sul, foi destacada hoje pelas lideranças do movimento sindical e políticos durante a sessão da Assembléia Legislativa.
Geraldo Teixeira de Almeida, presidente da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul), lembrou que, juntamente com representantes da CUT e do MST no Estado, “elaboramos um documento que foi encaminhado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que é responsável pelo instituto no País, pedindo providências urgentes para resolver o problema que vínhamos enfrentando há um ano em nosso Estado, e indicamos o nome de Celso Cestari”.
O deputado Pedro Kemp (PT) disse que a situação já estava insustentável com o vácuo institucional no órgão. A seu ver, Celso Cestari terá condições de normalizar a situação dos processos parados e estabelecer a interlocução pelo trânsito que possui junto aos movimentos sociais.
O deputado Paulo Duarte (PT) também destacou a nomeação de Cestari, lembrando do perfil técnico e da política do governo Dilma que é de valorizar essa característica no comando de órgãos estratégicos como o Incra. Para Duarte, Cestari é um técnico, tem proximidade com os movimentos sociais e não está chegando de paraquedas. “Ele conhece as demandas da reforma agrária no Estado”, disse.
O deputado Zé Teixeira (DEM) também disse que a nomeação agradou porque o superintendente é um técnico que conhece o órgão.
Erguer o Incra
Ao Campo Grande News, Celso Cestari disse hoje (30) que a missão principal é “colocar o Incra de pé”. Ele informou que vai assumir o cargo só depois de conversar com o presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, de quem recebeu o convite para ocupar a Superintendência. Outra pretensão de Cestari é, segundo disse, resgatar a autoestima dos funcionários, após um período tão grande de crise de notícias negativas sobre o trabalho do órgão.
Sem filiação partidária, o novo superintendente diz que quer “pairar acima” das questões políticas. Disse também que pretende inserir o programa de reforma agrária no programa de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. A intenção parte da convicção de que os assentamentos poderiam estar contribuindo muito mais do que estão para o crescimento econômico do Estado.