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Trabalhadores querem receber horas não pagas por usinas

31 de agosto 2011 - 18h15 Por Redação Douranews, com Assessoria
Trabalhadores querem receber horas não pagas por usinas

Cortadores de cana do Grupo Bertin estariam com os mesmos problemas

Cerca de 400 indígenas e 20 camponeses do assentamento Guanabara de Juty, cortadores de cana da Usina Nova América, do Grupo Cosan, se reuniram em assembléia ontem na cidade de Caarapó/MS, para discutir a situação de precarização das condições de trabalho na usina.

Uma das reivindicações principais dos trabalhadores tem a ver com as horas intinere (percurso que o trabalhador rural percorre até o local de trabalho, que pela lei tem que ser pago) não pagas corretamente, segundo Vanilton Camacho, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT/MS), que participou da assembléia.

Segundo informações repassadas por ele, os trabalhadores disseram que a dívida da empresa em alguns casos chegaria a R$ 10 mil/ano, por pessoa, porém os valores variam muito dependendo dos quilômetros e das horas investidas pelos empregados à disposição da empresa.

No caso dos trabalhadores indígenas foi dito que, entre ida e volta, somam 375 quilômetros de distância percorrida por dia, de ônibus, no deslocamento casa-trabalho-casa.  Pela mesma situação, conforme discutido na reunião, estariam passando trabalhadores da usina São Fernando, do Grupo Bertin.

Participaram também da assembléia dos trabalhadores da usina Nova América os presidentes dos sindicatos de trabalhadores de Caarapó e Amambaí, além do presidente da Fetagri. Representantes do Ministério Público do Trabalho acompanharam as discussões. Segundo Camacho, todas as explicações sobre os direitos trabalhistas dos cortadores de cana foram feitas em guarani e português. Os trabalhadores decidiram na assembléia que irão lutar pelos seus direitos até cada um receber pelas horas não pagas pela Usina Nova América.