Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Agronegócio

Audiência Pública discute Agroenergia na Câmara

11 de outubro 2011 - 16h23 Por Redação Douranews, com Portal do Agronegócio
Audiência Pública discute Agroenergia na Câmara
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), de olho nas discussões que envolvem o fornecimento de biocombustíveis no Brasil, acompanhou na manhã de quinta-feira (6/10) a audiência pública da Subcomissão Permanente de Desenvolvimento das Energias Alternativas e Renováveis no Brasil, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF)

O objetivo foi debater o desenvolvimento e uso da agroenergia e também a implantação do Plano Nacional de Agroenergia e Microdestilarias no Brasil.

Oscilações - Na visão da OCB, o fornecimento de biocombustíveis nacional oscila muito, em função de fatores climáticos e mercadológicos. “A elaboração do plano vai colaborar, criando oportunidade e incentivos à produção de etanol em microdestilarias, além de gerar alternativas para viabilizar a produção descentralizada e aumentar a oferta, inclusive em regiões remotas onde o custo do transporte do combustível é significativo”, explicou o analista de Mercados da organização, Marco Olívio Morato.

Importância - A importância da agroenergia na matriz energética brasileira, segundo Morato, foi consenso entre os painelistas convidados. Eles destacaram o fato de 18% da energia consumida no país ser proveniente de agroenergia, e do etanol ser o principal responsável por esse desempenho. “Todos reconheceram que as microdestilarias podem trazer o barateamento dos custos logísticos do etanol”, disse o analista.

Organização social - Outra unanimidade, segundo ele, foi o reconhecimento da necessidade da organização social desses produtores por meio de associações e cooperativas. Trata-se de um processo semelhante ao que vem ocorrendo com a produção de biodiesel, que envolve hoje cerca de 59 cooperativas. Morato explica que em 2007 esse número chegava apenas a 13. “As ações discutidas na audiência podem colaborar para a ampliação do uso de etanol por veículos automotores e, paralelamente, para a produção de energia renovável com origem na biomassa residual, melhorando ainda mais a matriz energética brasileira e beneficiando o meio ambiente”, resume o analista.