Reeleita hoje (14) para a presidência da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), primeira mulher a comandar a entidade, Kátia Abreu terá mais três anos de mandato, de 2012 a 2014, tem como principal bandeira a defesa de mudanças no Código Florestal em tramitação no Congresso Nacional. A entidade defende a flexibilização das regras ambientais para permitir o avanço da produção agropecuária brasileira.
Durante os debates, Kátia Abreu comparou o Código Florestal a uma jabuticaba, “que só existe no Brasil” e chegou a dizer que se a flexibilização da lei florestal não for aprovada, a falta de financiamento rural poderá elevar o preço dos alimentos e pressionar a inflação nas próximas safras. Segundo a CNA, o código atual coloca 95% dos produtores rurais na ilegalidade.
Em abril, na véspera da votação das mudanças no código na Câmara, a CNA financiou a marcha de 25 mil produtores a Brasília para uma manifestação na Esplanada dos Ministérios pedindo regras ambientais menos rígidas.
Além do Código Florestal, que agora está tramitando no Senado, outra prioridade da presidente da CNA é a formulação de uma nova política agrícola, com reorganização das linhas de financiamento e inclusão de produtores mais pobres, de acordo com a entidade.