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Incra e Movimentos querem buscar desenvolvimento em parceria

30 de novembro 2011 - 19h35 Por Carlos Marinho
Incra e Movimentos querem buscar desenvolvimento em parceria
Durante a posse do novo chefe da Unidade Avançada do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Dourados, Argemiro Hernandes Alves, diversas lideranças de movimentos sociais fizeram questão de declarar seu apoio à nova direção.

Primeiro a falar durante a solenidade de posse, o presidente da Fetagri MS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul), Geraldo Teixeira de Almeida, demonstrou confiança no novo comando. “Acredito que com o novo comando do Incra nós vamos crescer. Nós, dos movimentos sociais, estamos lutando e não podemos parar”, disse Geraldo, convocando a participação dos integrantes das entidades presentes. Ele foi mais além ao dizer que “vamos trabalhar juntos pelo bem das famílias, assentadas ou acampadas”, lembrando que “a reforma agrária ainda está longe, mas tenho certeza que um dia ela vai chegar para cada um de nós”.

Geraldo aproveitou para pedir mais “proximidade” da Embrapa. “Precisamos que vocês se aproximem mais da gente e ajudem aos trabalhadores rurais desenvolverem melhor seus projetos”.

Além da Fetagri, na sede do Incra em Dourados estavam o superintendente do Incra em Mato Grosso do Sul, Celso Cestari Pinheiro, e representantes dos movimentos sociais de vários setores, incluindo dirigentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), FAF (Federação da Agricultura Familiar), MCLRA (Movimento Camponês da Luta pela Reforma Agrária), de diversos sindicatos, como os de Rio Brilhante, Sidrolândia, Glória de Dourados, da Fazenda Itamarati, Sete Quedas, Ponta Porã, Nova Alvorada do Sul e Maracaju, como também trabalhadores dos acampamentos de Itaquiraí, Paquetá e Iguatemi, entre outros.

Ao fazer uso da palavra, o representante da FAF (Federação de Agricultura Familiar), José Lino da Silva, disse que a entidade está “pronta para apoiar o Incra. O Argemiro vem na luta há muito tempo; conhecemos ele e sua equipe e representarão muito bem o Incra”, ressaltando que “não há porque ficarmos relembrando o passado ruim que tivemos por esses dias; o que passou, passou. Agora vamos tocar em frente”, acentuou.

Por sua vez, um dos principais líderes e diretor estadual do MST, José de Oliveira, foi curto em sua fala: “A gente percebe agora um novo momento, com essa nova direção do Incra. É assim que se faz a reforma agrária”, disse antes de ser retirar, pois havia acabado de receber a notícia do falecimento de Egídio Brunetto, fato que anunciou ao grupo.

Celso Cestari disse estar pronto para retomar as ações de desenvolvimento do Incra. “Sofremos recentemente uma série de críticas, sobre diversas acusações, mas vamos recuperar o tempo perdido e fazer com que as ações, como as que já desenvolvemos em outra oportunidade à frente do Incra sejam retomadas”, justificando que “montei as regionais de Corumbá, Jardim e Dourados com técnicos exclusivamente da casa, pois eles sabem exatamente o que precisa ser feito e conhecem os problemas a fundo”.

Antes de encerrar sua participação, Cestari disse ter a certeza que “como já aconteceu, tenho convicção que mais dois municípios serão criados, dentro das bases que criamos. Com certeza Casa Verde e Itamarati serão transformados em municípios, demonstrando que quando o trabalho é sério, a tendência é crescer e consolidar nossos projetos”, arescentando que "queremos inserir esse programa que implantamos num programa maior de desenvolvimento no Mato Grosso do Sul. Precisamos mudar esse quadro, pois o MS é o estado com a maior concentração latifundiária no Brasil".

Ao final, Argemiro agradeceu a participação de todos os grupos ao Incra, garantindo que “nossa melhor resposta a este apoio e à confiança que estamos recebendo é desenvolver um trabalho justo e sério, levando a todos os movimentos sociais o que lhes é de direito”, finalizou.