Além disso, as previsões para janeiro não indicam precipitações suficientes para reverter o quadro de estiagem no Sul do país, decorrente do fenômeno climático La Niña, acrescentaram entidades ligadas ao setor produtivo. Uma situação que contrasta com o Centro-Oeste, onde o Mato Grosso deverá registrar nova safra recorde de soja, beneficiado pelo clima, investimentos em tecnologia e aumento de plantio.
No Rio Grande do Sul, as perdas são maiores para a safra de milho, embora a soja também já tenha tido o seu potencial afetado, enquanto no Paraná tanto as lavouras do cereal quanto da oleaginosa sofreram prejuízos.
"A região oeste do Paraná tem uma quebra de safra entre 10 e 30 por cento, de soja, milho e feijão... E a cada dia sem chuva está acumulando mais perdas, e precisa chover urgentemente", disse o presidente da Coopavel, cooperativa agroindustrial com sede em Cascavel (oeste do PR), Dilvo Grolli.
As previsões indicam chuvas de no máximo 15 mm para a região Sul nos próximos dias.
A situação das lavouras no Sul do país, assim como na Argentina, está sendo acompanhada atentamente pelo mercado internacional, que vem registrando altas na bolsa de Chicago em função do tempo seco.
Grolli observou que na região da Coopavel o indicador médio de chuva acumulada em dezembro foi de 68 mm, contra 207 no mesmo período do ano passado. "Com mais 15 dias, já teremos outro dado, que será revisto para pior, nos primeiros dias de janeiro também estamos sofrendo", disse ele, acrescentando que a cooperativa recebe 750 mil toneladas de soja, milho e trigo ao ano.