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Confinamento de gado melhora desfrute da pecuária de corte

10 de março 2012 - 16h09 Por Redação Douranews
Confinamento de gado melhora desfrute da pecuária de corte

Boi que leva mais de três anos para engordar a pasto não dá dinheiro. Este pensamento é comum entre os pecuaristas, principalmente com os custos elevados e o preço da arroba do boi gordo em queda desde dezembro do ano passado. Quanto maior o ciclo até o abate, mais demorado é o giro de capital dentro da porteira, segundo reportagem da assessoria de comunicação do Governo do Estado.

Desta forma, o confinamento pode ser uma boa ferramenta para encurtar o tempo até abate e aumentar a taxa de desfrute da pecuária de corte. Para a secretária de Produção de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, a pecuária vai ter que se especializar para tornar viável a cadeia da carne como um todo. “Terminar o gado vai ser uma dessas especializações. Vai depender do pecuarista”, reforça a secretária.

O confinamento de gado também pode ser uma saída viável para melhorar a rentabilidade de propriedades com pouca oferta de pastagem. O pecuarista faz a cria e recria a pasto e na engorda, como a oferta de capim precisa ser aumentada, ele pode optar por terminar o boi em confinamento, ganhando na recria sem degradar a pastagem. Até mesmo para quem tem pastagem reformada ou de boa qualidade, o confinamento de bovinos de corte pode auxiliar na engorda. Antes da conversão alimentar piorar, o boi vai para o confinamento e ganha mais rapidamente o acabamento de carcaça exigido pelos frigoríficos.

Estas são as principais razões para o crescimento do número de animais confinados no Brasil. Em 2012 o País deverá aumentar de 3 para 4 milhões de cabeças o número de bovinos terminados em confinamento. Crescimento de dez vezes se comparado a dez anos atrás, quando o Brasil confinava 400 mil cabeças.