A vinhaça, líquido que antes era visto apenas como resíduo da produção da cana, é hoje adubo natural dos canaviais. Conforme o professor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Laércio Alves de Carvalho, quando aplicado corretamente, a vinhaça dá um ganho de 30 toneladas na produção.
O ideal, conforme o pesquisador mostrou ontem (23), no Showtec 2013, como um dos palestrantes da Mostra de Tecnologias sobre Cana-de-açúcar, é que a aplicação da vinhaça, para garantir o aumento da produtividade, precisa ser superior a 150 metros cúbicos por hectare plantada.
“Quando feito de forma correta, a vinhaça aumenta o valor fertilizante e diminui o custo da atividade. Mas se feito de forma incorreta, pode trazer problemas ambientais”, apontou, informando que existem legislações claras para combater esses problemas.
O professor que também é coordenador do Geca (Grupo de Estudos da Cana-de-açúcar) em Mato Grosso do Sul frisou ainda que, no Estado, as 24 usinas usam a legislação de São Paulo, bem como as exigência do EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental). “As usinas utilizam corretamente a vinhaça e cumprem a norma”, defendeu.
Uma proposta para o monitoramento da vinhaça em Mato Grosso do Sul será formulada e entregue para a associação que representa as usinas no Estado e para o governo estadual.