O comitê científico da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) anunciou ontem (11) que manteve o estatuto de “risco insignificante” da Encefalopatia Espongiforme Bovina (a EEB) para o Brasil, conhecida como ‘mal da vaca louca’, apesar de um suposto caso da doença ter ocorrido há três anos em uma fazenda do Paraná. A decisão deve facilitar a retirada dos embargos contra a importação da carne brasileira, impostos por vários países, entre eles Arábia Saudita, Japão e China.
Os técnicos da OIE, reunidos na semana passada em Paris, decidiram manter a posição oficial de maio, mas a questão voltará a ser analisada em setembro, com as informações detalhadas solicitadas às autoridades brasileiras, informa o jornal Correio Braziliense na edição desta terça-feira (12).
“O episódio em questão não coloca em risco a saúde animal ou dos consumidores”, afirmou o comunicado. A observação foi motivada, sobretudo, pelo fato de o bovino infectado no Paraná ter sido destruído e nenhuma de suas partes ter servido de alimento para animais ou pessoas.
A medida foi recebida com alívio pelos produtores de carne e derivados de Mato Grosso do Sul, Estado que também se mantinha em alerta por conta desse embargo. Vizinho do Paraná e dono de um dos maiores rebanhos do País, o MS chegou a enfrentar dificuldades no abate de animais, considerando a rejeição do mercado internacional à carne brasileira.