O prefeito Murilo Zauith (PSB) representou cerca de 320 municípios brasileiros, sexta-feira (30) à tarde, no “Ato Público em Defesa do Setor Sucroenergético”, realizado no Teatro Municipal de Sertãozinho/SP no ato que encerrou a 21ª Fenasucro, maior feira de tecnologia do setor sucroenergético do mundo.
O evento reuniu representantes de entidades do setor sucroalcooleiro, como a Única, Orplama e Udop, que congregam os maiores produtores de cana do país, o Ceise Br, que representa as usinas, e os sindicatos de trabalhadores do setor.
Durante a Fenasucro foi elaborada uma carta de reivindicações ao governo federal, pedindo um marco regulatório do setor para tentar superar a crise que já se estende por cinco anos. A crise no setor já resultou no fechamento de 40 usinas no Brasil e há pelo menos mais dez em risco eminente.
Murilo destacou a importância do setor para o Brasil e disse no evento que Dourados e Mato Grosso do Sul estão unidos na luta pela regulação do setor, fundamental para garantir os milhares de empregos que a indústria de etanol e açúcar geram no país.
Os 320 municípios representados por Murilo são aqueles que têm áreas de plantios de cana-de-açúcar acima de dez mil hectares. Entre eles está Rio Brilhante, o maior produtor do país. Dourados planta mais de 30 mil hectares, tem uma das maiores usinas do mundo e é o polo de serviços para as usinas do Estado.
Murilo prometeu usar a experiência adquirida como deputado federal e vice-governador para mobilizar a classe política pela regulação do setor, melhorando as condições de comercialização do combustível para que essa área da economia volte a crescer e gerar emprego no país.
O ato foi organizado pela Prefeitura de Sertãozinho, com a qual Murilo tem muito trânsito em função de as duas cidades apresentarem características econômicas semelhantes. Sertãozinho é, atualmente, o maior polo de manutenção industrial do país.
Murilo trabalha para tornar Dourados também um dos grandes polos de manutenção do país. A localização privilegiada do município, como centro de 15 grandes usinas e outras indústrias, favorece a iniciativa e atrai a atenção do setor no Brasil.
O setor pede que a União crie instrumentos que garantam isonomia no tratamento do etanol com relação à gasolina. A concorrência com a gasolina, que tem preços subsidiados pelo governo, é o principal problema. Outra questão é a criação de incentivos para que os investimentos sejam retomados na área.
O marco regulatório, estabelecendo as políticas públicas, garantirá segurança ao investidor, que não é especulador, segundo Murilo. “A estagnação dos investimentos tem afetado toda a cadeia produtiva, que é uma das maiores geradoras de emprego e renda no Brasil e com grande peso na balança comercial. É um setor vital para o país e que precisa voltar a crescer”, afirma o prefeito.
A data para entrega do documento com reivindicações ao governo federal ainda será marcada pelos participantes do encontro, que reuniu deputados federais e estaduais, secretários estaduais de São Paulo, prefeitos de várias cidades brasileiras e representantes do setor sucroenergético.