Durante a solenidade de abertura do XII Seminário do Milho Safrinha, realizada terça-feira (26) à noite no auditório da UFGD, em Dourados, os 380 participantes do evento puderam conhecer detalhes sobre a história, evolução e produtividade do milho safrinha. O tema dessa edição do evento, que termina nesta quinta-feira (28), é estabilidade e produtividade.
O presidente da comissão organizadora do seminário e engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste, Gessi Ceccon, destacou os dois maiores desafios do milho safrinha: pouca oferta de água e baixas temperaturas. Segundo ele, essa é uma das culturas que mais evoluiu, em termos de ciência e tecnologia e concluiu: “o milho safrinha tem suas peculiaridades e em consórcio com a braquiária produz muitos benefícios”.
O diretor da Faculdade de Ciências Agrárias da UFGD, Luis Carlos Ferreira de Souza, enfatizou a importância do evento que proporcionará uma oportunidade de debater a cultura durante três dias. “O sistema produtivo está muito mais confiante e vem utilizando as novas tecnologias. Essa é uma oportunidade de contribuir com melhorias no sistema econômico nacional, além de melhorar a oferta de alimentos ao planeta”, observou.
O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Asmus, destacou que é uma honra para a unidade local da Embrapa realizar, em parceria com UFGD e a ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo) esse evento. “Todos reconhecemos o avanço do milho safrinha. Hoje, no Mato Grosso do Sul, essa cultura é cultivada em 1 milhão e 500 mil ha, com produção de 7 milhões de toneladas de grãos”, assinalou.
“O milho safrinha é fundamental para compor o sistema de produção de forma mais sustentável para a agricultura. Apesar dos esforços e das tecnologias já implantadas, ainda existem muitos desafios que demandam respostas”, destacou Asmus.
O presidente da ABMS, Paulo César Magalhães, explicou que na última safra houve um aumento importante em relação à safra anterior, com uma produção nacional de 46 milhões de toneladas de grãos. “Isso demonstra a importância do milho safrinha para o país”, concluiu Magalhães.
Para encerrar as atividades o Trader Sênior da Cooperativa Coamo Agroindustrial, Dicezar Vernizi, apresentou uma palestra com reflexões sobre os cenários econômicos para a cultura do milho. Segundo ele, a previsão de produção mundial de milho para a próxima safra é de 962 milhões de toneladas. “Desse total 106 milhões são comercializados mundialmente”, enfatizou.