Dando continuidade ao esforço de buscar novas rotas para escoar a produção de Mato Grosso do Sul, a diretoria do SetLog-MS (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística de Mato Grosso do Sul) vai integrar, segunda-feira (17), a missão do Estado ao Paraguai. Junto com o governador André Puccinelli, os secretários estaduais Tereza Cristina (Desenvolvimento, Produção, Comércio e Turismo), Carlos Alberto Negreiros (Meio Ambiente, Planejamento e Tecnologia), Edson Giroto (Obras e Transportes), Sérgio Longen, presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), e Eduardo Ridel, da Famasul (Federação da Agricultura do Estado de MS), entre outras autoridades, os sindicalistas vão se reunir com o presidente do Paraguai, Horácio Manuel Cartes Jara, para, entre outros assuntos, tratar do transporte dos produtos do estado, em especial a soja, pelo porto de Concepcion, que dá acesso fluvial aos portos da Argentina, por onde os produtos seriam exportados com maior agilidade e economia.
"Depois que fizemos a Rila (Rota da Integração Latino Americana), no fim de setembro do ano passado, expedição que levou 90 pessoas entre empresários e políticos a bordo de 30 caminhonetes até os portos do Chile, temos trabalhado incansavelmente para que o transporte de nossa produção encontre uma saída mais econômica, rápida e viável. Hoje temos um colapso nos portos brasileiros, que já não suportam mais o volume de produtos que chegam. Ter uma alternativa é vital para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul", afirma Cláudio Cavol, presidente do SetLog-MS.
O segmento do transporte em Mato Grosso do Sul conta hoje com mais de 1.700 empresas que juntas somam uma frota que supera os 50 mil caminhões, gerando mais de 150 mil empregos diretos. Praticamente todos os produtos que entram ou saem do estado são transportados por esses caminhões. "Nosso segmento precisa andar de mãos dadas com as autoridades estaduais e federais. Temos que juntar forças para melhorar a logística em nossas estradas e também na ponta final do transporte de exportação, que são os portos. A expedição que fizemos em 2013 mostrou que não estamos passivos diante da perda de competitividade e da falta de estrutura. Precisamos de ações a curto prazo para crescer economicamente", finalizou Cláudio Cavol.