O economista e consultor de mercado do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) em Goiás, Pedro Arantes, falou sobre o mercado de milho durante mais um Seminário de Comercialização e Mercado Agrícola que aconteceu no município de Formosa. Ele contextualizou o tema apresentando os dados do Brasil, que ficou em quarto lugar no ano de 2013 na produção mundial com 81 milhões de toneladas. A expectativa de produção para este ano é de 72 milhões de toneladas.
Destas, 8 milhões serão provenientes do estado de Goiás, sendo 3 milhões na safra de verão e 5 milhões na segunda safra, afirmou Pedro ao explicar que do total produzido em 2013, o Brasil exportou 26 milhões de toneladas, sendo esta a maior exportação de milho já realizada pelo país. O Brasil também teve um consumo interno de 54 milhões de toneladas, ficando com um estoque final de 9 milhões de toneladas.
“Quando há muito estoque o preço do grão tende a cair, já que a oferta é muito grande. Ao contrário, quando ó estoque é pequeno, o preço sobe. O ideal é que a relação estoque/consumo fique em torno de 15%”, pontuou Arantes.
Quanto ao estoque em 2014, a estimativa é que fique em torno dos 9 milhões de toneladas, o que, segundo Pedro, coloca o Brasil em uma posição confortável quanto ao fornecimento do grão.
O analista ressalta que o nível de estoque estimado em 9 milhões poderá sofrer uma redução e cair para até 4 milhões de toneladas. Tudo devido a problemas climáticos que já afetaram o início do plantio.
De acordo com Arantes, frente ao aumento da competitividade do milho brasileiro no mercado externo, o país passou a figurar como um grande exportador do grão, mesmo com todas as dificuldades de escoamento.