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Setor metalmecânico gerou faturamento de R$ 23 milhões em 2013

07 de março 2014 - 21h25 Por Redação Douranews
Setor metalmecânico gerou faturamento de R$ 23 milhões em 2013

O processo de organização da classe empresarial em Dourados na administração do prefeito Murilo Zauith (PSB) tem apresentado resultados positivos. Um exemplo é o APL (Arranjo Produtivo Local) Metalmecânico de Dourados, que melhorou o faturamento. As 13 empresas que participam do APL juntas somaram um faturamento de R$ 23 milhões em 2013, contra R$ 20 milhões de 2012. O crescimento do faturamento foi de 15% de um ano para o outro.

O APL Metalmecânico foi desenvolvido pela Prefeitura e entidades parceiras, como o Sebrae/MS e o Senai, como parte do projeto “Polo de Serviços do Setor Sucroenergético de Dourados e Região”.

Em março, técnicos da Semdes (Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável) retomam o trabalho de mobilização nas indústrias metalmecânicas para ampliar o número de participantes no APL.

O prefeito Murilo pretende inserir as pequenas empresas no mercado de manutenção industrial em Mato Grosso do Sul. A proposta dele é formar em Dourados o polo de manutenção do Estado.

De acordo com Regiane Ormeni Marques, diretora de Indústria da Semdes, as 13 empresas empregaram no ano passado 194 funcionários e nove delas conseguiram ampliar o número de clientes. Para melhorar a gestão, sete das 13 contrataram consultorias especializadas. As áreas mais carentes de capacitação são a de gestão e financeira.

Um estudo feito pela Prefeitura aponta que a maior parte da matéria-prima utilizada pelas empresas vem de São Paulo e Paraná. Doze empresas compram de São Paulo, oito do Paraná, seis do Rio Grande do Sul, cinco de Minas Gerais e três de Santa Catarina.

Plano de ação

Todas as ações do APL para 2014 já estão planejadas. Uma das principais ações é a negociação com o governo do Estado sobre a carga tributária, que dificulta a competição das empresas de MS com as de outros Estados. As grandes empresas que vêm para Mato Grosso do Sul só conseguem competir por causa dos incentivos fiscais.

Segundo Regiane, será feito novo levantamento sobre as necessidades administrativas das empresas e sobre a necessidade de qualificação de mão de obra. O grupo vai estudar ainda a possibilidade de importação de matéria-prima e peças.

Em estudos, também, estão visitas técnicas e participação em feiras e a produção de material institucional sobre as indústrias. Uma rodada de negócios para estreitar as relações com o Paraguai e a criação de uma incubadora específica para o setor também estão entre as metas para este ano.

O trabalho inclui ainda levantamento da demanda de serviços na região, diagnóstico nas empresas participantes, eventos visando a promoção da indústria local e ainda orientações técnicas, conforme informa a assessoria de comunicação do Município.