O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia estuda impor, em breve, novas restrições temporárias em relação ao número de empresas brasileiras que fornecem carne de porco ao país. “As futuras restrições se devem à presença de ractopamina na produção”, explicou o diretor do órgão federal, Serguêi Dankvert, em reunião com representantes do mercado.
A ractopamina é uma substância usada como suplemento alimentar para acelerar o crescimento de porcos, sobretudo da massa muscular, e reduzir os custos de produção. Estudos científicos ainda não conseguiram comprovar os malefícios desse componente ao organismo humano, assim como não foi detectado nenhum caso de intoxicação humana por tal substância.
As importações de carne suína e bovina do Brasil sofrem periódicas limitações desde dezembro de 2012. Atualmente, das 22 empresas brasileiras credenciadas para o fornecimento de carne de porco à Rússia, apenas sete possuem autorização para tal. “É possível que mais empresas brasileiras país que usam ractopamina percam esse direito”, acrescentou Dankvert.
Segundo ele, outras empresas brasileiras entraram recentemente com pedido de exportação para a Federação Russa, propondo um programa referente à ractopamina. “Vamos analisar essas possibilidades, mas queremos mais uma vez ir até eles e verificar como funcionam as empresas”, disse.
Medidas semelhantes foram tomadas também em relação a produtores mexicanos, canadenses e norte-americanos, de acordo com o jornal Gazeta russa.