Natal Henrique Monteiro, fiscal estadual da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) foi um dos palestrantes desta quarta-feira (28) no 13º Simpósio de suinocultura promovido pela Unigran, Seara e Sindicato Rural como parte da programação da 50ª Expoagro (Feira Agropecuária Internacional de Dourados).
O assunto debatido foi a proibição da cruza do javali (animal silvestre) com o porco doméstico, que deu origem à carne do chamado ‘java-porco’, bastante propagada nesta região.
Segundo o palestrante, usando de metáfora, o javali é “persona non grata”, principalmente, para os suinocultores e agricultores, pois o animal traz prejuízos enormes para os plantadores de lavouras, destruindo tudo o que encontra pela frente com seu apetite voraz. Além disso, há o risco em transmitir doenças nos criatórios industriais de suínos, podendo gerar prejuízos para a propriedade na suspensão de exportação do produto e na consequente eliminação do rebanho.
Monteiro explanou também acerca da liberação pelas autoridades competentes da captura e do abate do javali. E sobre a proibição da cruza desse animal com o suíno comum (produzindo o ‘java-porco’), o que é expressamente proibido, segundo ele, de acordo com portarias do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).
O palestrante informou ainda que é necessária uma autorização expressa do Ibama para que se possa capturar e abater o javali. “Sem essa autorização a caça é extremamente proibida”, afirmou aos participantes do evento.