A 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural) do MPF (Ministério Público Federal) vai promover, em conjunto com a Procuradoria da República de Dourados, uma audiência pública no dia 6 de novembro para debater os impactos ambientais decorrentes do uso da vinhaça na fertirrigação [técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado], bem como alternativas sustentáveis para o seu aproveitamento. A vinhaça é o resíduo pastoso que sobra após a destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, para a obtenção do etanol.
A audiência será realizada no auditório da sede da Procuradoria da República no Estado (na avenida Afonso Pena, 4.444, Vila Cidade, em Campo Grande) e será aberta a toda a sociedade. A ampliação da discussão sobre os possíveis impactos ambientais decorrentes do uso dos subprodutos da cana-de-açúcar (palha de cana, vinhaça e torta de filtro), e, em especial, do uso da vinhaça no processo de fertirrigação, então entre os principais temas, além das alternativas tecnológicas.
Também serão colhidos subsídios para a atuação institucional. Os especialistas vão analisar estudos técnicos elaborados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para a elaboração da nova norma técnica, com ênfase no monitoramento da qualidade das águas superficiais e subterrâneas e nos eventuais prejuízos causados ao meio ambiente, decorrentes da proliferação da “mosca do estábulo”.
Representantes das empresas sucro-alcooleiras do Mato Grosso do Sul, ONGs e institutos de pesquisa do Estado estão sendo convidados para a audiência.