O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o presidente fundador do MBC (Movimento Brasil Competitivo), Jorge Gerdau Johannpeter, assinaram, nesta terça-feira (10), em Campo Grande, o acordo de cooperação técnica que visa garantir uma gestão comprometida em alcançar resultados expressivos, desenvolver a atuação das secretarias estaduais, recuperar a situação econômica e melhorar os serviços básicos prestados à sociedade.
O documento permite a implantação do PMGP (Programa Modernizando a Gestão Pública), que utilizará ferramentas voltadas para a eficiência e a transparência da gestão na busca pelo equilíbrio financeiro das contas públicas e pelo incremento na capacidade de investimento, planejamento e gerenciamento em políticas públicas no Estado.
Segundo Reinaldo Azambuja, a adesão ao Programa vem para ajudar a melhorar os indicadores do Governo. “É importante o Governo ter lucro para dividir com a sociedade, oferecendo uma saúde melhor, uma segurança pública de qualidade e uma educação que avence em níveis que realmente contribuam para que os nossos jovens possam ter números positivos. Isso será feito com o financiamento da iniciativa privada, que tem empresas que estão aportando recursos no Movimento Brasil Competitivo para que eles possam auxiliar os governos. Então realmente não tem custo para o Governo, pois será financiado pelas próprias empresas, que acreditam que com um Governo mais eficiente, o ganho será maior, tanto para o setor produtivo, quanto para sociedade como um todo”, declarou.
Após apresentar breve histórico do movimento pela gestão, produtividade e competitividade no País, Jorge Gerdau destacou que o processo político no Brasil carece de visão estratégica de médio e longo prazos. “Se você tem a captação de recursos e de receitas e tem a área dos serviços, na realidade o ponto mais importante é a melhoria da qualidade dos serviços que se presta ao cidadão. No fundo, todo o objetivo da qualidade que se busca na gestão é melhorar a qualidade de vida do cidadão e melhorar as condições competitivas que os Estados têm. Por isso, o setor público precisa utilizar técnicas e instrumentos que melhorem a eficiência pública. Nos hospitais públicos, por exemplo, são áreas onde a média de dias de doentes internados precisa ser melhorada. Com boas técnicas de gestão e utilizando conhecimento plenamente, você pode melhorar o atendimento de pessoas”, exemplificou.
Gerdau citou o exemplo da Santa Casa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde, quando o MBC começou a trabalhar a questão de gestão, há praticamente 15 anos, se tinha uma fila que às vezes levava 10 horas. “Nós conseguimos com desdobramento das filas reduzir isso em um tempo inferior a 13 minutos de atendimento”, disse. Na soma dessas experiências, segundo ele, os resultados são altamente significativos “e nós temos convicção de que essa mobilização da sociedade no sentido de apoiar o Governo para fazer essas melhorias vai ser altamente benéfico ao Estado e, principalmente, para os cidadãos”.
Repercussão
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a adesão ao Programa do MBC demonstra o esforço tanto do setor produtivo quanto do Governo do Estado em melhorar as condições para que o desenvolvimento avance. “Nós empresários hoje para sobrevivermos ao mercado competitivo temos que de imediato trabalhar a competitividade e o Estado hoje demonstra com clareza esse objetivo com a assinatura desse convênio, que conta com o apoio irrestrito do setor empresarial por meio das Federações da Indústria, do Comércio e da Agricultura e Pecuária e das associações comerciais. Esse é o novo Mato Grosso do Sul”, declarou.