Levantamento do Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) de Mato Grosso do Sul, instrumento da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja do estado), aponta que até sexta-feira (20) passada cerca de 1,024 milhão de hectares, de um total de 2,300 milhões da área total, cultivados com a oleaginosa no território sul-mato-grossense, haviam sido colhidos.
A área colhida, conforme o Siga-MS, representa 44,5% do total cultivado na safra 2014/2015 e revela um atraso de 25,5% quando comparada com a colheita da safra 2013/2014. Neste mesmo período do ciclo anterior, as máquinas já haviam retirado os grãos de 70% das lavouras cultivadas no estado.
A colheita sofre atrasos principalmente em razão do adiamento na janela de plantio da oleaginosa entre setembro e outubro de 2014, provocado por um período de forte estiagem nas principais regiões produtoras de Mato Grosso do Sul. No sul do Estado, agricultores torcem para diminuir, agora, o ritmo das chuvas, para não perder a colheita.
Em relação à safra atual, o sistema da Aprosoja/MS aponta que o trabalho está mais adiantado nas regiões sudoeste e sudeste do estado, onde a média de áreas colhidas é de 51,4%. O município em que o trabalho está mais adiantado é Aral Moreira, com 70%, e o que está mais atrasado é Rio Brilhante, com 40%.
Em contrapartida, a colheita segue em ritmo mais lento nas regiões central e norte de Mato Grosso do Sul, onde a média é de 38,1% de áreas colhidas. Nestas regiões, os municípios de Nova Alvorada do Sul e de Chapadão do Sul já colheram metade das áreas plantadas e são os que estão com o procedimento mais acelerado, enquanto que Jaraguari, com 25%, é o que está mais atrasado.