O Brasil suspendeu a importação de maçã, pera e marmelo da Argentina. A restrição à compra das frutas foi adotada após ter sido identificada a presença da praga Cydia pomonella, conhecida como praga da maçã, em carregamentos procedentes do país. A medida começou a valer hoje (25), segundo informa a Agência Brasil. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse que a suspensão vai durar até que os argentinos autorizem a entrada de técnicos brasileiros no país para avaliar a situação.
“Não tivemos alternativa, a não ser suspender a importação dos produtos, até que eles [produtores argentinos] nos deem oportunidade técnica e legal para entrar no país e fazer as mitigações necessárias”, disse a ministra, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. A ministra não associou essa decisão ao fato do dólar ter ganhado as alturas nos últimos dias, mas lamentou que o fato do Brasil ser parceiro da Argentina no Mercosul (Mercado Comum do Sul) não impediu a medida. “Demos tratamento técnico, da mesma forma que todos países nos dão: rigor absoluto quando o Brasil tem algum foco ou denúncia de praga ou doença”, justificou Kátia Abreu.
Produto nacional ganha força
A valorização do dólar diante do real tem trazido preocupação, mas, de outro lado, está beneficiando alguns segmentos. A maça gaúcha está ganhando maior espaço no mercado interno diante do desestímulo às importações. Nos campos de cima da serra, especialmente em Vacaria, avança a colheita da variedade Fuji. O tipo gala já teve a colheita encerrada. A estimativa é comercializar 70 mil toneladas da fruta nesta safra. A qualidade das frutas está superior ao ano passado devido ao clima favorável. Frutas desta safra estão com maior intensidade de cor e pressão de polpa, melhorando a competitividade nos mercados nacional e internacional, publicam empresários gaúchos.