Mato Grosso do Sul possui mais de 62 mil propriedades rurais e deste total, apenas 10% da área formalizou o cadastramento no CAR (o Cadastro Ambiental Rural), sistema criado pelo novo Código Florestal, obrigatório para todos os imóveis rurais e que tem a finalidade de integrar as informações ambientais referentes à situação das APPs (as Áreas de Preservação Permanente), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das áreas de uso restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.
Atentos à importância desta ferramenta de gestão ambiental, a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de MS) encaminharam ofício à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, solicitando a prorrogação do prazo para cadastramento no CAR que termina no dia 6 de maio.
Entre os fatores que dificultaram a realização do Cadastro estão a incompatibilidade do sistema regional (Seriema) com o oferecido pelo governo federal (SICAR – Sistema de Cadastro Ambiental Rural Federal), a falta de conhecimento para operacionalizar a declaração e o período de transição da administração estadual.
Na avaliação do gestor da Unidade Técnica da Famasul, Lucas Galvan, apesar de simples, o cadastro requer informações técnicas que podem confundir o declarante. “Os campos de preenchimentos exigem uma série de informações sobre legislação, desconhecidas pela maioria dos produtores. Por isso, é importante o auxílio de consultores com especialização em agronomia e meio ambiente, para concluir o cadastramento corretamente”, explicou.
Com objetivo de esclarecer os produtores, a Famasul realizou em 2014 uma série de palestras juntamente com os Sindicatos. “Atendemos a uma demanda dos sindicatos e levamos informações sobre legislação e sistema. Ainda assim, somente 5% dos produtores conseguiram concluir o cadastro”, alertou Galvan.