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Irrigação garante segurança alimentar e econômica

19 de maio 2015 - 19h13 Por Redação Douranews
Irrigação garante segurança alimentar e econômica

A água como fator de irrigação na agricultura contribui ou atrapalha? O tema foi debatido em painel realizado na manhã desta terça-feira (19) durante a Expoagro por pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste. “Sempre somos muito criticados, mas a quantidade de água permanece disponível no sistema, o que se pergunta é onde está e como vem sendo utilizada”, argumentou Danilton Luiz Flumignan, um dos debatedores.

Usando a máxima do químico francês Antoine Lavoisier de que na natureza ‘nada se perde, tudo se transforma’, Danilton disse que o Brasil ainda vive situação confortável quanto a isso. Mato Grosso do Sul, por exemplo, abastecido por duas regiões hidrográficas, do Paraguai e do Paraná, não enfrenta o problema de escassez.

“Regiões com baixa densidade demográfica e alto índice de disponibilidade são capazes de garantir recursos hídricos para todos os setores da produção, isso nos garante situação de conforto”, explanou, admitindo, entretanto, que o tema deve ser avaliado no contexto mundial.

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“Não estamos sozinhos na terra, somos todos usuários, de uma forma ou outra, na cidade ou no meio rural. A atividade que mais consome água no mundo é a irrigação [no Brasil, o índice chega a 79%, perto da média mundial], porém, aqui, trata-se de uma situação de segurança alimentar e econômica”.

Ele também citou casos relacionados com a variação climática, como do Pernambuco e a Bahia, no nordeste brasileiro, onde chove pouco e, mesmo assim, a região exporta frutas e hortaliças e consegue manter um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bastante elevado, “com uma oferta de chuvas de 500mm por ano, enquanto a nossa aqui é de quase três vezes mais; trata-se da gestão das águas”, comparou.

Defensor do processo de irrigação planejado, o pesquisador da Embrapa disse que é possível obter produção melhor e implantar até mesmo duas entressafras por ano nessa região, com o aproveitamento do fator produtividade “É possível trabalhar isso com irrigação, soja/verão e milho/safrinha, no caso de Mato Grosso do Sul”, propôs.

O pesquisador questionou os participantes do painel se o processo de irrigação destrói a água. Ele mesmo concluiu: “Somente 16% da área produtiva do mundo é irrigada, e a gente produz 40% dos alimentos consumidos, lembrando que o Brasil é o de menor área irrigada em relação ao seu potencial [cerca de 6 milhões de hectares de uma capacidade de 30 milhões], e, em Mato Grosso do Sul, de um potencial da ordem de 2 milhões de hectares, nós irrigamos perto de 100 mil”.

O painel contou ainda com a participação de representantes de vários segmentos, incluindo produtores e acadêmicos e teve como moderador o chefe-geral da Embrapa em Dourados, Guilherme Asmus.