O atraso no início do plantio de soja da safra 2014/2015 acabou garantindo o aumento na produção do grão em Mato Grosso do Sul. Enquanto no ciclo anterior a produtividade média no Estado registrou 46 sacas por hectare, na última safra foram 49 sacas por hectare.
Esta foi uma das análises sobre o cultivo da oleaginosa feitas com base em dados do Siga (o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), demonstradas pela Fundação MS em evento realizado durante a Expoagro de Dourados, em parceria com o Senar/MS (o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).
A justificativa para o resultado positivo, segundo o palestrante e analista da Aprosoja/MS (a Associação de Produtores de Soja e Milho de MS), Leonardo Carlotto, é o clima favorável. “Devido ao período de estiagem na primeira quinzena de outubro, muitos produtores seguraram a semente, o que gerou atraso de 15 dias no plantio. Tempo certo para que as variedades respondessem melhor a temperatura e umidade do solo no desenvolvimento do grão”, explica.
Municípios como Itaporã, Chapadão do Sul e Sonora, tradicionalmente os maiores produtores, alcançaram média superior à do Estado [em torno de 52 sacas por hectare], resposta positiva que está relacionada também à tomada de decisão do produtor, segundo a Aprosoja. “A partir dos dados do Siga, o agricultor define se deve ou não ampliar a área de cultivo da soja ou do milho, a permanência ou troca da cultura e até o período para semeadura, informações valiosas também para técnicos e empresas”, acrescenta Carlotto.
Este é o 6º ano de monitoramento de lavouras realizado pelo Siga. No levantamento, além de informações relacionadas ao uso e ocupação do solo, características técnicas como tipo de sementes, incidência de pragas, doenças e identificação de armazéns são citados. As informações do sistema são coletadas por quatro equipes que percorrem semanalmente 2 mil quilômetros. Desde do início desta safra, os técnicos visitaram 543 propriedades distribuídas em 11 municípios do estado, número que corresponde a 5% da área total.
O Estado registrou área total de 2,3 milhões de hectares com produção total de 6,3 milhões de toneladas. Apenas 15% das propriedades visitadas apresentaram incidência de pragas e doenças, percentual que não acometeu prejuízos nos números finais, de acordo com o relatório.