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Professora diz que Itamarati produz dez vezes mais

18 de junho 2015 - 13h19 Por Redação Douranews
Professora diz que Itamarati produz dez vezes mais

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a respeito da morte do empresário do agronegócio Olacyr de Moraes, ex-dono do complexo agropecuário da fazenda Itamarati, na região de Ponta Porã, comparando a outrora próspera indústria rural a uma ‘favela’, foi contestada via redes sociais pela professora da UFGD de Dourados, Alzira Salete Menagat.

O jornal mostrou que a fazenda Itamarati, apontada na década de 70 e 80 como modelo do agronegócio brasileiro, atualmente se transformou em uma ‘favela rural’, conforme a reportagem feita com o presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, Jean Pierre Paes Martins, para quem o local abriga cerca de 3000 trabalhadores ligados ao MST (Movimento Sem Terra), dos quais, segundo ele, cerca de 30% se alimentam do que produzem.

alzira ufgd

Professora Alzira Menegat, em projeto experimental da UFGD na área rural

“Que absurdo essa reportagem”, reagiu a professora douradense, no perfil que mantém no Facebook. “O assentamento Itamarati é um lugar que hoje produz 10 vezes mais do que produzia quando era uma fazenda administrada por um homem só. Isso porque na agricultura familiar, é preciso contabilizar como produção e rentabilidade, muitos aspectos que envolvem o sustento retirado da terra, e que permite muitas pessoas dele viver e dar sentido ao lugar”, escreveu.

Segundo a professora Alzira, não é somente a quantidade da produção que vale. “É preciso valorizar as pessoas da pequena produção, que com o suor do dia a dia, sem financiamento bancário, como esse tal Olacyr fazia, conseguem produzir e viver em suas casas simples e com dignidade”.