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Estado vai pedir revisão das taxas de juros do FCO

04 de julho 2016 - 04h00 Por Redação Douranews
Estado vai pedir revisão das taxas de juros do FCO Secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck — Foto: Divulgação/Assessoria

O governo do Estado vai solicitar a revisão da taxa de juros da modalidade Rural do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), aprovada quinta-feira (30) passada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). A partir de sexta-feira (1), os juros dos contratos do FCO Rural passaram de 7,65% a 10% para 8,5% a 11%, dependendo do tipo de investimento e do perfil do solicitante. A mudança foi aprovada pelo CMN e publicada na Resolução 4.503, de 30 de junho de 2016.

Na avaliação do secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, “esse aumento na taxa de juros vem em um momento inadequado. Estamos em um período no qual o país precisa crescer. Temos uma restrição de demanda e até alguma dificuldade em aplicar os recursos do FCO. Como é um montante para financiar o investimento e o desenvolvimento, não tem sentido o CMN aprovar esse aumento na taxa de juro”.

Segundo o titular da Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) em Mato Grosso do Sul, que preside o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO, existe uma demanda represada de propostas no FCO Rural no Estado. Para garantir a continuidade dos investimentos em empreendimentos rurais, o governo do Estado vai se posicionar sobre a medida do CMN na próxima reunião do Condel (o Conselho Deliberativo) do FCO, marcado para quarta-feira (6), em Brasília, com a presença de todos os governadores do Centro-Oeste.

“Nós vamos nos posicionar, juntamente com o Condel na próxima semana, solicitando uma revisão dos percentuais. Esse financiamento é fundamental para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e para incrementar as atividades, principalmente dos pequenos negócios de médios e pequenos produtores. Não foi o momento correto de fazer essa revisão na taxa de juros”, disse Jaime Verruck. Ele lembrou que em janeiro deste ano, a mobilização de Mato Grosso do Sul, juntamente com os estados do Centro-Oeste, foi determinante para que o CMN revisasse as taxas do FCO Empresarial que haviam sido reajustadas.