Secretário Landmark fala sobre resultado de parcerias em Dourados — Foto: Divulgação/Assessoria
A parceria para beneficiar o produtor rural e aumentar a produção da agricultura familiar em Dourados foi o ponto alto dos discursos na abertura do Encontro Técnico do Leite realizado nesta quinta-feira (18) em Dourados. “Através da parceria com a Agraer, Senar e Governo Federal conseguimos atender mais de 150 produtores em Dourados”, afirmou Landmark Ferreira Rios, secretário municipal de Agricultura Familiar e Economia Solidária.
No caso do programa de apoio aos produtores de leite, o secretário lembrou que os resultados são bastante positivos em dois anos e meio de trabalho. “Na parceria com os produtores e a Agraer foram entregues 2.500 toneladas de calcário para a correção do solo. Também fornecemos sêmen e estamos adquirindo mais 500 doses de sêmen para melhor geneticamente o rebanho nas pequenas propriedades”, disse o secretário.
Já o diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Enelvo Felini, destacou a parceria com Dourados dizendo que “aqui a coisa anda”. O desafio, segundo ele, é aumentar a produção da agricultura familiar no Estado para reduzir a dependência de outras regiões.
Neste sentido ele destacou a parceria com a Prefeitura para construir a Ceasa (Central de Abastecimento) da cidade. “Na primeira reunião que tivemos com o Murilo, quando fomos pedir o terreno, ele apertou a minha mão e me disse: pode contar com isso, a área já está doada”, lembrou. Pouco tempo depois o Estado já estava com a escritura da área de quase 5 hectares à margem da rodovia BR 163.
De acordo com Enelvo, na Ceasa de Campo Grande, 84% dos produtos que entram lá vem de fora do Estado, tanto que o galpão da agricultura familiar fica no fim do terreno. “Aqui em Dourados vai ser diferente, vai ficar na frente pra mostrar que queremos inverter a lógica, aumentando a produção no Estado”, disse.
O diretor ressaltou ainda o bom momento da agricultura familiar. “Um hectare de abacaxi não dá menos que R$ 35 mil de renda; de melancia a mesma coisa. Temos terra, temos produtor, temos técnicos e com o incentivo vamos produzir o nosso alimento para não trazermos melancia de Santa Catarina e abacaxi de Minas”, afirma.