Roberto Hollanda alerta para momento de crise enfrentado pelo setor sucroenergético — Divulgação/Assessoria
O setor sucroenergético representa a maior massa salarial da indústria de Mato Grosso do Sul e foi responsável por um aumento de 30% no PIB (Produto Interno Bruto) em três anos. Mesmo assim, foi o único segmento industrial a sofrer cortes na política de incentivos fiscais, medida que impactou as operações com etanol dentro do Estado. Esse foi o tom da 5ª e última rodada dos “Encontros Setoriais da Indústria – Compromisso com o Desenvolvimento”, realizada na noite desta segunda-feira (20), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, foi enfático ao classificar como inadmissível a criação de novos impostos e a ingerência do Governo Federal na esfera administrativa estadual. “Com esses encontros, nós nos posicionamos perante ao Governo do Estado e perante à Assembleia Legislativa, levando ao conhecimento de todos o que a indústria representa na economia local e de que forma sofreríamos o impacto caso o governo venha, de uma forma linear, construir novos impostos em cima dos setores responsáveis pelo desenvolvimento do nosso Estado”, disse.
Segundo Longen, a sociedade também rejeita esse tipo de ação. “O que estamos fazendo aqui hoje é uma agenda muito clara de defesa de interesse da bandeira de industrialização de Mato Grosso do Sul. A minha proposta muito clara: que encontremos o equilíbrio, que tenhamos condição de avaliar o setor. Que não percamos ainda mais competitividade”, frisou.
O presidente da Biosul, Roberto Hollanda, apresentou um panorama das atividades do segmento sucroenergético no Estado, com ênfase nos reflexos positivos causados nas regiões onde existem plantas industriais instaladas. “Temos que manter firme e acesa a consciência de que vivemos um momento de crise muito sério. Para que a gente continue convertendo o nosso potencial em realidade, em desenvolvimento, emprego e renda, precisamos de alguns fatores. O segmento precisa fazer o seu dever de casa, precisamos de um cenário positivo por parte dos governos estadual e federal. Precisamos ter previsibilidade, precisamos ter a intenção de crescer e precisamos trabalhar para sermos cada vez mais competitivos”, alertou.