Arão Antônio de Moraes morreu de infarto nesta sexta-feira — Divulgação
O vice-presidente da Asumas (Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores), Arão Antônio de Moraes, morreu nesta sexta-feira (18), vítima de infarto. Além de pecuarista e agricultor, ele foi um dos precursores do movimento suinocultura de Mato Grosso do Sul e na aplicação de inovações na atividade. Ainda presidiu a Asumas de 2008 a 2016, além de ocupar outros cargos na diretoria em outras gestões.
Arão veio com a família, de Iraí (RS), há mais de quatro décadas, em busca de oportunidades e escolheram Mato Grosso do Sul, para empreender no agronegócio. Iniciaram cultivando lavoura e logo estenderam para suinocultura, na fazenda Rancho Alegre, localizada no distrito de Anhanduí, em Campo Grande.
A suinocultura em MS só começou a se desenvolver a partir de 92, quando suinocultores independentes se juntaram com a Famasul e Sindicato Rural de Campo Grande, buscando junto ao Governo do Estado incentivo fiscal que atraísse a agroindústria.
Inovação e sustentabilidade
Um dos grandes destaques dos empreendimentos dirigidos por Arão na Rancho Alegre foi a criação, em 2004, do projeto de mecanismo e desenvolvimento limpo, que por meio de biodigestores processam os dejetos dos animais – produzindo assim biogás e fertilizantes, que além de impedir a contaminação do lençol freático e a poluição da atmosfera, por meio do gás metano, o sistema pode ser aproveitado para gerar energia elétrica.
A instalação dos biodigestores não trouxe apenas produção sustentável e energia elétrica. Com a economia gerada, foi possível investir na atividade, o que automaticamente gerou um impacto positivo para região. Hoje, de acordo com a família, a granja possui mais de 2.700 matrizes, com cerca de 84 funcionários, além de gerar mais de 1344 empregos indiretos.