A política douradense continua sem juízo. Não me permito afirmar o mesmo em relação aos políticos, porque, além de conhecer a quase todos, sei do compromisso que cada um, nos seus respectivos ramos de negócios, tem revelado no cotidiano de Dourados, justamente nas horas mais difíceis que a cidade viveu.
Nesses pouco mais de 75 anos de história, o Município já enfrentou turbulências históricas. No campo da política, então, nem se fala. Fiquemos, pois, nas recentes operações Owari, Brothers e Uragano, para não forçar a memória de quem deseja tranqüilidade nessa época do ano.
Agora, por exemplo, às vésperas do fechamento de mais um período de instabilidade, e quando são convocadas eleições para renovar o comando do Município, eis que os dois principais partidos, e que sempre disputaram a hegemonia local, se apresentam em fase de esfarinhamento.
O PMDB discute quem pode - ou recebe? – mais para definir se terá ou não candidatura própria, enquanto o PT está prestes a sofrer um processo de introspecção. Os dois brigam, ironicamente, para saber quem vai ou não com o candidato já homologado pelo DEM, o vice-governador Murilo Zauith.
Aliás, vale aqui apenas o registro: Murilo iniciou na vida política pelo PMDB do então principal líder da legenda, em 1993, Valdenir Machado. E, na recentemente encerrada campanha para o Senado, foi insistentemente cortejado para compor a chapa majoritária do ex-governador Zeca do PT.
Só resta concluir com um bordão do contundente colunista Marcos Santos... Vai vendo!