A julgar pelos desdobramentos das últimas movimentações políticas, e em não havendo uma intervenção mais severa por parte do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, já é possível concluir que nenhum dos vereadores que foram apanhados “com a boca na botija” durante as investigações da operação “Uragano” vai perder o mandato antes das eleições de 2012.
Um sinal claro e evidente dessa situação foi a renúncia do vereador Laudir Munaretto, que era suplente da vereadora Délia e deixou a função alegando questões particulares. Só que ele era presidente de duas Comissões Processantes e ambas estão hoje “engessadas” até que o outro suplente que entrou, Marcelo Mourão, seja integrado ao grupo. Se der tempo, claro, porque já já a titular estará reassumindo a função.
A partir dessa lógica, ainda temos oito suplentes que podem muito bem encontrar idênticas “questões particulares” e começar a sair de fininho das funções, proporcionando a chance para novos suplentes se apresentarem e, obviamente, ir retardando o andamento das Processantes.
Enquanto isso, o caixa da Câmara vai desembolsando mensalmente cerca de R$ 70 mil para manter os afastados nas funções. Não seria isso um caso de “mensalinho” à portuguesa?